Bate-Papo Mensal: Análise do comportamento da carteira no mês e no primeiro bimestre do ano (fev-17)

Neste bate-papo falamos sobre hedge-funds, long-only e long-biased, comentamos o ótimo desempenho da carteira no bimestre Jan-Fev 17, elencamos os principais ganhos e perdas e mostramos a posição atual

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O primeiro bimestre de 2017

30-dez-1624-fev-17Variação
Versa1,8972,18715,3%
Ibovespa60.22766.66210,7%
CDI aa13,6%12,1%2,0%

Um verdadeiro hedge-fund deve procurar ganhos sem correlação com qualquer índice financeiro, como o índice Bovespa ou a taxa de câmbio. Um fundo long-only, ao contrário, busca um retorno superior a um índice de bolsa, como o Bovespa ou o IBX-100, e por esse motivo mantém alta correlação com eles. Um fundo long-biased, como o Versa, está no meio do caminho entre um hedge-fund e um long-only. O fundo tem como objetivo bater a taxa de juros básica da economia, assim como os hedge-funds, por outro lado possui viés comprado, o que leva a alguma correlação com os índices de Bolsa. Uma das funções da gestão, nesse produto, é fazer o market-timing, que consiste em aumentar a posição comprada nos momentos que as ações na bolsa estão baratas de forma geral, e reduzir a exposição quando as ações estiverem bem precificadas. No fundo Versa fazemos isso prioritariamente através do aumento e da redução das posições vendidas a descoberto. Dessa forma, quando julgamos que a atratividade da bolsa está menor, aumentamos os shorts, que fazem o papel de hedge, e migramos o risco da carteira para o long & short, estratégia de valor-relativo. Quando achamos a bolsa atrativa de forma geral, reduzimos as vendas a descoberto aumentando a exposição comprada. Assim, na estratégia long & short, quando a bolsa sobe, deve-se esperar que as posições compradas produzam ganhos enquanto as posições vendidas a descoberto produzam perdas. A carteira terá sucesso se os ganhos forem maior que as perdas, e seria injusto esperar que a carteira tenha o mesmo desempenho do índice Bovespa pela diferença na exposição a risco.

Esta introdução tem o objetivo de explicar porque o Versa vem apresentando um ótimo desempenho nesse primeiro bimestre de 2017, apesar do desempenho relativo à bolsa se inferior ao do ano passado. Desde o final de 2016, com a bolsa nas máximas e a economia ainda patinando, diminuímos a alocação da carteira através do aumento dos shorts. A posição líquida média comprada do fundo no bimestre foi de 76% no período, e enquanto a bolsa subiu 10,7% o fundo subiu 15,3%. Se os 76% long fossem índice Bovespa, a carteira teria subido 8,1%. Considerando este o retorno do beta, o fundo gerou um alfa de 7,2% nesses primeiros dois meses. Estes 76% são o resultado o resultado líquido entre uma posição comprada de 186% e uma posição vendida de 110%, dando uma exposição bruta média de 296%. As ações compradas geraram um ganho de 25% do patrimônio enquanto as ações vendidas e taxas perderam 9,7%

Os destaques do bimestre na parte comprada da carteira foram as ações da Locamérica, que impulsionaram o setor de infra-estrutura para uma alta de 8,6% e as ações de construturas e shoppings, posição montada ao final do ano passado visando a queda de juros mais acelerada que o previsto, que geraram lucro de 5,5% e 3,5% respectivamente. Na parte vendida a descoberto, a maioria das ações ficou parada ou subiu pouco, como os shorts em consumo e varejo que tiveram uma perda conjunta inferior a 1%. A exceção é o setor de mineração, onde as ações da Vale tiveram forte alta resultando em uma perda de 7,8% para a carteira.

Desde o último Bate-Papo quinzenal não houve mudanças significativas na carteira. Para entender o aumento do hedge e da posição vendida em Vale, veja o último post

Resumo da Quinzena

A segunda quinzena do mês foi baixa oscilação, com o fundo subindo 1% enquanto a bolsa caiu 1,9%. O destaque positivo foi o setores de varejo que subiu 1,8% impulsionado pela posição comprada em Via Varejo e o negativo foi o setor de construção, que realizou um pouco da alta no ano, perdendo 1,6% da carteira. No mês fechamos em alta de 8% contra 3,1% do índice Bovespa e 0,9% do CDI, com destaque para os setores de infra-estrutura (+4,4%) e de varejo (+3,6%). Do lado negativo, a maior perda foi no setor de mineração (-2,0%).

Desempenho 2a Quinzena de 2017

15-fev-1724-fev-17Variação
Versa2,1652,1871,0%
Ibovespa67.97666.662-1,9%
CDI aa12,9%12,1%0,5%

Desempenho Fevereiro 2017

31-jan-1724-fev-17Variação
Versa2,0252,1878,0%
Ibovespa64.67166.6623,1%
CDI aa12,9%12,1%0,9%

 

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