Resultado Mensal: Versa +14,7%, CDI +0,8%, Ibovespa +7,5% (Ago-17)

0
1095

Resumo do Mês

A primeira quinzena de Agosto é sempre agitada por serem os últimos dias permitidos para a divulgação dos resultados do 2o semestre das empresas. Apesar da melhora na economia ainda ser incipiente, neste resultado as companhias listadas, que estão entre as melhores do país, mostraram que a recuperação está em curso. Ajudadas pela baixa base de comparação, as taxas de crescimento nos indicadores financeiros voltaram a aparecer, o que impulsionou as ações ao longo do mês. Ainda houve, nesse tempo, a esperada revisão do déficit fiscal para 2017 e 18, que aumentaram em R$ 20 e R$ 30 bilhões para R$ 159 bi a cada ano. O projeto de lei foi aprovado na Comissão Mista de Orçamento no final do mês e logo depois foi ratificado pelo Congresso. A rápida tramitação da matéria, assim como a aprovação da nova Taxa de Longo Prazo indicam que Temer está recuperando a governabilidade, o que aumenta a chance de aprovação de matérias polêmicas, como a reforma da previdência. Ainda, a aprovação da TLP, que substitui a taxa de juros utilizada nos empréstimos do BNDES (TJLP), foi a vitória de uma política liberal, uma vez que a TJLP era estabelecida a cada três meses pelo governo enquanto a TLP é uma taxa de mercado. Assim, as boas notícias voltaram a dominar o noticiário em Agosto, trazendo otimismo generalizado para as ações, o que fez o índice Bovespa superar as máximas do ano e fechar em alta de 7,5%.

31-jul-17 31-ago-17 Variação
Versa 3,391 3,890 14,7%
CDI aa 9,1% 9,1% 0,8%
Ibovespa 65.920 70.835 7,5%

 

Em Agosto o Versa subiu 14,7%, quase o dobro dos 7,5% da bolsa. Como o fundo carregou uma exposição líquida média de 164%, a alta da bolsa foi a maior responsável pelo resultado do mês. O aumento da exposição foi feito no início de Julho através de opções de compra (calls) de índice Bovespa, Usiminas, Banco do Brasil e Petrobrás. A principal vantagem de utilizar opções é a assimetria entre risco e retorno que elas fornecem. Ao comprar opções com vencimento em 2 a 3 meses, a exposição que obtém-se ao ativo objeto é geralmente 10 vezes o patrimônio investido. Assim, a partir de uma queda de 10% no ativo objeto, o prejuízo com as opções de compra é menor do que com uma posição de mesma exposição no ativo. Por outro lado, quando o papel sobe, a exposição gerada pelas opções aumenta e os ganhos são ilimitados. Por isso, a utilização de opções para alavancagem ou proteção é uma característica do Versa e está no conjunto de regras do fundo, disponível na página sobre a Estratégia.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 190% 14,2%
Short -108% -3,9%
Opções 83% 7,2%
CDI 90% 0,7%
Taxas -3,2%
Resultado   14,7%

 

A empresa da carteira de maior destaque no mês foi Usiminas que subiu incríveis 33%. A ação foi impulsionada pelo anúncio de aumento de preço do aço no mercado interno, fruto das altas no mercado externo, e pela perspectiva de melhora na demanda com a recuperação da economia. O setor automotivo, por exemplo, que é um dos maiores clientes das siderúrgicas, voltou a aumentar a produção. Na esteira de Usiminas, Gerdau subiu 11,4%, e juntas as posições geraram 5,5% de lucro para a carteira. A maior contribuição para o resultado do fundo, porém, foi mais uma vez a Locamérica que subiu 11,5% e gerou 6,4% de ganho. O destaque negativo foi o setor de construção, que perdeu 1,8% com a queda de 7,6% da Direcional parcialmente compensada pela alta de 4,1% da Even.

Posicionamento

Após subir 38% no ano passado e 20% esse ano, a bolsa está de volta às máximas históricas. As perspectivas para a economia melhoraram e agora as projeções do PIB estão sendo revisadas para cima. Os recém descobertos áudios da JBS viraram munição de Temer contra a Procuradoria Geral da República e a nova denúncia que está por vir. As nuvens enfim se dissiparam e os ativos de risco re-precificaram. O momento positivo sobre as expectativas conjugado à melhora operacional das empresas justifica a posição comprada, porém aumentamos as posições vendidas a descoberto de forma a reduzir a posição líquida caixa (que considera as opções pelo prêmio) de 90% para 75% (gráfico disponível em Estratégia). Ainda assim, a alta dos papéis causou o aumento da exposição através das opções, o que compensou as vendas a descoberto e manteve a posição líquida total (que considera as opções pela exposição) estável. Na renda-fixa, após a intensa queda na curva de juros a expectativa de cortes passou a ser otimista o suficiente para justificar a compra da taxa como uma proteção para a carteira. Os vencimentos mais curtos têm menor risco que os mais longos, por isso são instrumentos menos potentes, por outro lado têm menor downside, o que dá o conforto necessário para a utilização como hedge.