Resultado Mensal: Versa -11,0%, CDI +0,5%, Ibov -10,9% (Mai-18)

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Resumo do Mês

Maio foi um mês de queda generalizada das ações brasileiras. As exportadoras de celulose subiram acompanhando a depreciação do Real. Já as empresas voltadas ao mercado interno, que compõe a maioria do índice Bovespa, sofreram com as revisões do PIB para baixo. A Petrobrás, destaque da alta na primeira quinzena, terminou o mês junto ao Itaú como as maiores contribuições negativas para o índice. A segunda metade de maio foi marcada pela greve dos caminhoneiros e a crise de confiança que desencadeou.

30-abr-18 30-mai-18 Variação
Versa 7,162 6,376 -11,0%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,5%
Ibovespa 86.115 76.754 -10,9%

 

O Versa e a Bolsa inverteram os papéis na segunda quinzena do mês. Enquanto a Bolsa caiu -9,8% o fundo perdeu -1,3%, igualando a performance em maio. No último Quinzenal comentamos a redução da exposição direcional através da vendas de opção de Petrobrás e o hedge através de opções de venda (puts) de índice Bovespa. O movimento gerou ganho de 4,7% nas opções de bolsa, compensando a perda de -3,9% com as opções de dólar. A arbitragem de Fibria com Suzano deu lucro de +0,8% no mês.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 214% -23,6%
Short -141% +9,9%
Long&Short 11% +0,8%
Opç Bolsa 52% +4,7%
Opç Dólar -58% -3,9%
CDI +0,5%
Taxas +3,5%
Resultado   -11,0%

 

A carteira comprada do Versa tem predominância de setores que se beneficiam da recuperação da economia, como aço e varejo, enquanto a carteira vendida a descoberta tem ações menos sensíveis ao crescimento, como farmácias e resseguro. Por esta razão a carteira comprada cai mais com a bolsa do que a vendida à descoberto, como aconteceu em maio. Os longs caíram -11% enquanto os shorts caíram -7%. O descasamento do Beta das carteiras nos prejudica na queda e nos beneficia na alta.

Variação
Ação
Prejuízo Versa
LCAM3 -20% -4,8%
USIM5 -24% -3,9%
HGTX3 -11% -3,0%
MYPK3 -15% -2,1%

maiores perdas em maio

Como Paulo escreveu no BtF: Siderurgia e BtF: Autopeças, as quedas de Usiminas e Iochpe não refletem o bom fundamento das empresas.

Variação Ação
Ganhos Versa
EQTL3 -15% +2,8%
RADL3 -10% +2,2%
UGPA3 -17% +2,1%

maiores ganhos em maio

Continuamos construtivos

O PIB voltou a crescer em 2017 e projeta-se maior crescimento esse ano. A recuperação, entretanto, é volátil. Como escrevemos no artigo sobre Macro Brasil, o crescimento será menor do que o inicialmente projetado, mas a economia continua se recuperando. O baixo juros, baixa inflação e balança comercial crescente devem continuar a impulsionar a economia. Temos poucos insumos para ficar negativos com a eleição. Por isso, enxergamos a queda na bolsa como oportunidade. Zeramos a arbitragem de Fibria com Suzano e usamos o caixa para reduzir os shorts, como a zeragem de Ultrapar. Zeramos também o hedge e voltamos a investir em Petrobrás. Com as mudanças e o stress do mercado, a volatilidade do fundo voltou a aumentar.

 

12 COMMENTS

  1. Boa Luis, a hora é essa! Racional acima do emocional.
    Essa lógica é recorrente, não será diferente agora.

    BUY e vamos recuperar esse preju!

  2. Boa noite Luis, apesar da sensibilidade no fundo, ainda acredito graças a transparência de vocês, já que nos demais fundos é impossível esse relacionamento direto e tão aberto.

    Gostaria de algumas respostas se possível:

    – Analisando toda essa volatilidade graças a precificação das eleições, crise fiscal e de confiança do governo, é um bom momento para o fundo se posicionar com Petro?! As ações não param de cair, e no gráfico nenhuma tendência que sinalize uma possível melhora, analisando a conjuntura: curvas de juros dos EUA subindo, atraindo maior capital para lá, títulos pós nosso mais atrativos do que a oscilação da bolsa, estoques do brent voltou a subir, conflitos na Síria e Coréia se acalmando, dólar em alta. É um bom momento para comprar?!

    – Locamérica subiu um dia e despencou em todos os outros 🙁

    – A arbitragem Fibria x Suzano não existe mais na carteira?

    – Quais as ações novas que entraram ou que vcs tem em mente?

    – Posicionar a favor do dólar e contra o ibov não seria interessante nesse momento?

    – Ações de banco ainda estão valendo a pena? Velo pelo Bradesco, 10% de queda nesse mês.

    – O que fazer? Sou daqueles chatos que olha a cota todo dia e se desespera em ver o seu suado montante cair e cair rs, apesar de saber que olhar todo os dias não é o melhor a se fazer hahaa.

    – Não seria interessante apostar na economia dos EUA tb?

    Abraços e muito obrigado!

    João Paulo

    • João, como se diz, investir em ações é uma batalha constante entre o medo e a ganância. Não debatemos as posições. Um abraço

  3. Não esclareceu nenhuma pergunta minha, achei que fossem mais transparentes 🙁

    Publicam tantas coisas e sobre os portfólios, mas qdo resolvo fazer uma pergunta, “não debatemos as posições”, decepcionado!

    • Sua frase foi clara: “Gostaria de algumas respostas SE POSSÍVEL:”
      Como não não debatidos as posições, logo o gestor não é obrigado a responder seus questionamentos de posições.

  4. Olá, Luiz Alves. Seria possível diminuir a aplicação inicial no Versa? Sou cotista do FIT, acabei de ler que reabriram o Versa e gostaria de investir nele também. Obrigado.

  5. Me parece que por ser um fundo long biased, tem um limite para a proporção do short em relação ao long.
    Seria possível alguma alteração no fundo para igualar a proporção entre short e long? Isso não daria, acreditando na capacidade de analise do time, a possibilidade de virtualmente “zerar” essas oscilações do mercado?

    • Temos essa flexibilidade, mas isso faria com que o fundo subisse menos (eventualmente caísse) quando a bolsa subisse. Como achamos que a bolsa está barata, escolhemos andar comprados como estamos. Os fundos sem o risco direcional são classificados como long&short.

  6. Hoje saiu a pesquisa Datafolha, e mostra Marina subindo.. inclusive vencendo o Bolsonaro no segundo turno!
    Como o mercado enxerga a Marina como presidente??

  7. Prezados,
    Vocês concordam com isso, acham que o dólar deverá subir muito mais ainda?:

    “O Banco Central está fazendo de tudo para segurar o dólar, mas nada tem adiantado.

    Da primeira vez, conseguiu segurar as altas sucessivas da moeda americana que havia saltado 4,87 por cento em três pregões consecutivos, batendo os 3,92 reais.

    A segunda medida, em menos de uma semana, foi injetar um caminhão de reservas – os chamados swaps cambiais (venda futura).

    E mesmo assim o dólar fechou acima dos 3,80 reais.

    Além disso, os EUA pretendem elevar os juros quatro vezes neste ano, o que implicaria diretamente no fluxo global de recursos sobre os países emergentes.

    Com taxas mais altas, o país norte-americano se tornaria um alvo muito mais atraente para os investimentos que hoje estão aplicados em outros mercados, como o Brasil.

    Em outras palavras, a tendência é que a moeda continue a disparar ainda mais.”

    abraços

    • Boa tarde! Não concordamos.

      Primeiro o diferencial de juros está aumentando em favor do Brasil. O movimento de aversão a risco fez as taxas de juros futuras aumentarem. Por isso o carry trade voltou a ter atratividade.

      A balança comercial está acelerando, o que traz divisas para o país. Produtores de grãos estão correndo para exportar. A volatilidade do câmbio faz os exportadores segurarem os adiantamentos de contrato de câmbio (acc), por isso é importante o Bacen “tabelar” a moeda, como tem feito. Esperamos que o ciclo virtuoso da balança comece logo, com importadores trazendo os recursos.

      Assim, o que tem feito o real depreciar é o diferencial de crescimento entre o Brasil e EUA, que afeta o fluxo de capitais para investimento. A economia americana está crescendo, e os números da economia brasileira vinham mostrando boa melhora em abril, que foi interrompida em maio, Esperamos que volte em junho. Isso deve fazer a percepção de crescimento do Brasil melhorar, favorecendo nossa moeda novamente.

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