Resultado Mensal: Versa+16,6%, CDI+0,6%, Ibovespa+4,9% (Set-17)

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Resumo do Mês

Na primeira quinzena de setembro a Bolsa rompeu as máximas históricas e deu sequencia ao rally até o dia 20 quando fechou aos 76.004 pontos. A partir de então a Bolsa teve uma sequencia de quedas e encerrou setembro a 74.294, em baixa de 1,9% na segunda metade do mês. O aparente fim do rally suscitou perguntas se chegou a hora de rever as posições e adotar uma postura mais defensiva. Como investidores fundamentalistas e de longo-prazo, não enxergamos mudanças no cenário-base que justificassem a mudança na estratégia da carteira, entretanto algumas medidas de proteção já vinham sendo tomadas.

Ao longo de agosto fizemos uma importante redução na exposição líquida caixa (que considera as opções pelo prêmio) através da redução de posições compradas, caindo de 95% para 65% (disponível na página Estratégia). Parte da diminuição foi compensada pelo aumento do delta das opções (exposição ao ativo objeto), porém a mudança aumentou a proteção da carteira uma vez que a perda máxima de uma opção limita-se ao seu prêmio, que geralmente equivale a 10% da exposição. Também compramos futuros de DI (taxa de juros) para hedge da carteira, como comentamos no último resultado. A exposição líquida total do fundo em setembro foi 130% sendo mais da metade através de opções.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 172% 14,4%
Short -111% -2,7%
Opções 70% 9,5%
Juros -1,4%
CDI 68% 0,4%
Taxas -3,5%
Resultado   16,6%

 

Estas mudanças aumentaram a proteção da carteira mas não diminuíram o risco ou o viés comprado do fundo, que continua com volatilidade de 30% anualizada e Beta em relação ao índice acima de 1, como pode ser visto na página do Risco. Por outro lado a perda máxima da carteira em 1 dia, que aconteceria no dia seguinte à delação da JBS, diminuiu de 20% para 13%. Assim, continuamos posicionados para capturar os diversos vetores de melhora da economia brasileira, como a redução da taxa de juros, a volta do consumo e da expansão do crédito; porém com maior proteção a eventos extremos. Por esta razão em setembro o Versa subiu 16,6%, quase 10% a mais que a Bolsa, com destaque para os setores de Construção, Financeiro e do Varejo.

31-ago-17 29-set-17 Variação
Versa 3,890 4,536 16,6%
CDI aa 9,1% 8,1% 0,6%
Ibovespa 70.835 74.294 6,9%

 

Com a alta de 40% em setembro, as ações da Via Varejo foram o maior destaque da carteira, gerando 5,2% de retorno para o fundo. A alta foi motivada pelas notícias de recuperação nas vendas de bens duráveis e pela especulação sobre mudanças societárias na empresa, como antecipamos no final de junho.  Parte dos ganhos no setor varejista foram compensados pela alta de 8,4% de Raia-Drogasil, pior desempenho da carteira, que causou prejuízo de 1,9% ao fundo.

Setorialmente, construção civil foi maior destaque do mês com retorno de 4,9% igualmente distribuído entre as ações de Direcional e Even, que subiram 11,4% e 16,3% respectivamente. O desempenho da Even foi influenciado pela notícia de fortes vendas no Sul do país, o que foi interpretado como sinal que a recuperação do setor está começando. Por último, o setor financeiro gerou retorno de 3,6% para o fundo através das ações do Banco do Brasil, que subiram 13,9% no mês.

O resultado de setembro foi construído quase integralmente na primeira quinzena do mês, quando o fundo subiu 15%. O desempenho da segunda quinzena foi pequeno mas satisfatório tendo em vista a queda da Bolsa e o viés comprado da carteira.

2a Quinzena de Agosto

15-set-17 29-set-17 Variação
Versa 4,473 4,536 1,4%
CDI aa 8,1% 8,1% 0,3%
Ibovespa 75.757 74.294 -1,9%

 

Apesar da Bolsa acumular forte alta nos últimos 2 anos é impossível determinar que as ações ficaram caras uma vez que as empresas terão expressiva melhora operacional nos próximos anos que os modelos não conseguem prever corretamente, tanto no aumento das receitas quanto na expansão das margens. Como o risco do Versa está a maior parte na carteira de valor relativo (long & short) a Bolsa não precisa subir para o fundo ir bem. Por outro lado a carteira comprada têm ações mais sensíveis à economia do que a carteira de ações vendidas à descoberto, mais concentrada em papéis defensivos, conferindo ao long short um viés comprado em Bolsa. Vemos as eleições de 2018 como o maior risco ao nosso cenário base, e estamos atentos à qualquer outra mudança na economia.

3 COMMENTS

  1. boa noite; o que mudou na lista dos 4 principais investimentos Long (comprados) e os 3 principais Shorts (vendidos à descoberto) disponível na respectiva página do site?

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