Resultado Quinzenal (Jul-17)

0
746

Resumo da Quinzena

30-jun-17 14-jul-17 Variação
Versa 2,715 3,016 11,1%
CDI aa 10,1% 10,1% 0,4%
Ibovespa 62.900 65.436 4,0%

Na primeira quinzena de Julho a bolsa subiu 4% impulsionada pela ideia, cada vez mais disseminada, que a recuperação da economia está em curso mesmo com a nova crise política. Apesar dos dados de confiança de Junho terem mostrado uma leve piora, outros indicadores como a venda de veículos, de imóveis e de bens de consumo mostraram importantes melhoras, mesmo que ainda em patamares deprimidos. Além disso, a reforma trabalhista aprovada na sexta-feira 11 deve acelerar a criação de vagas de trabalho e dá ânimo para a árdua e penosa batalha da reforma da previdência. Trabalhamos hoje com a postergação desta reforma para 2018 e a aprovação de um texto mais brando que o atual. Ainda assim, será uma conquista para o governo.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 209% 16,0%
Short -116% -3,6%
Opções 40% 1,5%
CDI 98% 0,4%
Taxas -2,5%
Resultado   11,1%

A carteira teve excelente desempenho na quinzena, com a combinação de longs que subiram mais que a bolsa e shorts que caíram menos. As posições compradas subiram 7,6%, gerando lucro de 16% enquanto a carteira vendida a descoberto subiu 3,1%, ocasionado a perda de 3,6%. O livro de opções, com delta comprado de 40%, gerou ganho de 1,5%. Como o resultado dos investimentos é calculado excluindo-se o custo de oportunidade do capital empregado, este é contabilizado na linha CDI, que sobre a posição líquida caixa média de 98%, gerou ganho de 0,4%. As taxas incluem a administração e a performance acruadas no período, que somaram 2,5%.

O principal ganho da carteira long veio de Locamérica, maior posição do fundo, que subiu 8,5% nos primeiros quinze dias do mês. Também destaca-se a alta de 10,3% das ações da Via Varejo, impulsionadas pelo feedback de vendas mais fortes em função da liberação do FGTS e da melhora da confiança, assim como das ações da BR Malls e Even que subiram 7,6% e 11,4% respectivamente, acompanhando a queda na curva de juros que retornou aos patamares pré delação da JBS. As principais perdas do fundo foram nas posições vendidas a descoberto em Fleury e Weg, que subiram 8,1% e 7,7% respectivamente.

Posicionamento

Enquanto a curva de juros e a taxa de câmbio voltaram aos patamares pré delação da JBS, o índice Bovespa continua 5,4% abaixo. Diversos setores, como os bancos e as estatais, ainda não voltaram. Apesar da recuperação da economia estar um pouco mais lenta do que o projetado, como declarou o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, a inflação também está caindo mais rápido do que o esperado, solidificando o caminho para o corte de juros, que é a variável mais importante para a retomada. Ainda, a reforma micro-econômica continua a pleno vapor, e a derivada do crescimento continua positiva, o que costuma fazer a bolsa subir. Por isto, recentemente adquirimos opções de compra de índice Bovespa e Banco do Brasil que somam 35% de delta e, junto às opções de Petrobrás, levam a exposição líquida comprada do fundo para 145%, deixando o portfolio com viés otimista. Apesar disso, recentemente a carteira tem mantido baixa correlação com a Bolsa (15%), desejado efeito do long & short, que é o risco predominante da carteira. Por fim, como disse o sócio-fundador da GTI André Gordon na sua carta mensal de Junho, estamos vivendo um filme de terror, mas ainda acreditamos que o final será feliz.