Resultado Quinzenal: Versa +6,8%, CDI +0,3%, Ibovespa +3,6% (Out-17)

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Resumo da Quinzena

Após a pequena realização na segunda metade de setembro, a Bolsa começou outubro em alta. No dia 3 o governo brasileiro emitiu US$ 3bi em títulos da dívida no exterior com juros pouco acima (2,35%) da taxa americana e com muita demanda. Reagindo a isso, a bolsa subiu 3,2% nesse dia. Apesar da política monetária americana estar cada vez mais contracionista, o mundo continua líquido e sedento por juros, e os ativos brasileiros estão voltando a moda. A melhora dos indicadores econômicos e o apaziguamento político restauraram a confiança do investidor de fora. Só na Bolsa, em 2017 o fluxo estrangeiro está beirando R$ 15bi. O otimismo dos gringos também atinge outros países emergentes como a Argentina, convalescente de anos de má gestão econômica, cuja bolsa sobe 50%, e o Chile, onde a bolsa sobe 30% ajudada pela alta do cobre.

29-set-17 13-out-17 Variação
Versa 4,536 4,843 6,8%
CDI aa 8,1% 8,1% 0,3%
Ibovespa 74.294 76.990 3,6%

 

Na primeira quinzena do mês o Versa teve bom desempenho, acompanhando a alta da Bolsa. O beta da carteira próximo a 1 e a correlação de 65% com o Índice se manifestaram como esperado. O maior destaque foi a posição em Usiminas, que subiu incríveis 32% no período e gerou um ganho de 4,2% para a carteira. Carregamos essa posição através de opções de compra. O segundo maior ganho, de 1,9%, veio da Direcional, que subiu 8,2%. O maior prejuízo, de 1,1%, ficou ficou por conta da posição vendida a descoberto em RaiaDrogasil, que subiu 4,5%. O hedge da carteira na taxa de juros (DI) gerou o pequeno ganho de 0,2%.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 174% 5,6%
Short -114% -4,3%
Opções 64% 6,8%
Juros 0,2%
CDI 67% 0,2%
Taxas -1,4%
Resultado   6,8%

 

A volatilidade dos mercados aumenta junto com o risco percebido para a economia e para as empresas, o que derruba o preço dos ativos. Quando a percepção é positiva, como agora, os ativos se valorizam e a volatilidade cai. Segundo o modelo de Black & Scholes, muito utilizado para precificar opções, a volatilidade implícita do ativo sobre o qual a opção é lançada está entre as variáveis com maior influência no preço destas. Quanto maior a vol implícita, que é a estimativa da volatilidade do ativo de hoje até o vencimento da opção, maior o seu preço. A volatilidade atual afeta diretamente a estimativa da vol futura. Assim, a baixa volatilidade atual barateia o preço das opções, e traz a oportunidade de carregar uma parte maior da carteira utilizando este instrumento, como temos feito. Como as posições em opções tem a perda limitada ao prêmio investido, que varia de 10% a 15% da posição, elas aumentam a proteção da carteira.

Nesta quinzena não fizemos mudanças significativas no portfolio.