Você conhece o fluxo de caixa e como ele é dividido?

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O Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC) fornece informações sobre os recebimentos e pagamentos em dinheiro da companhia durante um período contábil. Essa informação baseada no caixa contrasta com o regime de competência adotado pelo Demonstrativo de Resultado (DRE) que contabiliza as transações no momento que elas ocorrem e não quando o dinheiro é de fato recebido.

Apesar do lucro contábil ser de extrema importância, o fluxo de caixa também é essencial. No limite a empresa pode quebrar mesmo com um nível saudável de faturamento e lucro se ela não receber o dinheiro a tempo de honrar com suas obrigações financeiras. Ainda, o fluxo de caixa é o elemento que une o saldo final de caixa entre o Balanço Patrimonial do período anterior e o atual.

Além de informações sobre o caixa gerado e consumido nas atividades operacionais, o DFC dá informações sobre os fluxos de caixa das atividades de investimento e das atividades de financiamento. Essas informações permitem que os analistas entendam se as operações da companhia geram caixa suficiente para financiar seus investimentos ou se a empresa depende da emissão de novas dívidas. Outro ponto importante a analisar é se os dividendos pagos pela companhia tiveram sua origem na operação ou se foi necessário vender ativos ou emitir dívida para distribuí-los. Entender essas questões é importante porque em teoria a geração de caixa pelas operações é muito mais perene do que vendas de ativos e emissões de dívida que eventualmente alcançam um limite.

Exemplo Prático

Abaixo, podemos ver o fluxo de caixa da Br Properties para os anos de 2018 e 2017. Repare que o aumento/redução de caixa e equivalentes pode ser calculado de duas formas: (1) caixa líquido das atividades operacionais + caixa líquido das atividades de investimento + caixa líquido das atividades de financiamento ou (2) disponibilidades no final do exercício – disponibilidades no início do exercício. Cabe ao analista averiguar minuciosamente cada uma das linhas do demonstrativo para entender da onde está vindo a geração (ou queima) de caixa da empresa.